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Dilma Rousseff contre Aécio Neves : durcissement d’une campagne aux résultats incertains

Par Mémoire des luttes  |  16 octobre 2014     →    Version imprimable de cet article Imprimer

La campagne de l’entre-deux-tours bat son plein entre Dilma Rousseff (Parti de travailleurs, PT) et Aécio Neves (Parti de la social-démocratie brésilienne, PSDB).

Selon l’institut Datafolha, le candidat du centre-droit — désormais officiellement soutenu par Marina Silva et la veuve d’Eduardo Campos, Renata Campos — bénéficierait de 51% des intentions de vote, contre 49% à la présidente sortante. Toutefois, l’institut précise que ce résultat doit être analysé en prenant en compte les marges d’erreur possibles. De plus, d’autres enquêtes indiquent que Dilma Rousseff peut compter sur un potentiel plus important parmi les indécis.

Un premier débat télévisé a opposé les deux prétendants mercredi 13 octobre. Un deuxième aura lieu le jeudi 15, un troisième le 19 et un quatrième le 24 avant le rendez-vous électoral du 26 octobre.

Orientation économique, politique de l’emploi, corruption (notamment autour du scandale touchant l’entreprise pétrolière publique Petrobras), maintien ou non des programmes sociaux (notamment de la Bolsa familia dont bénéficieraient entre 40 et 50 millions de Brésiliens et de Brésiliennes) constituent les principaux thèmes d’une campagne que tous les observateurs s’accordent à qualifier de « polarisée ».

Mémoire des luttes publie cette contribution du sociologue Emir Sader dans laquelle l’auteur pointe les risques économiques, sociaux et géopolitiques d’un éventuel retour de la droite brésilienne au pouvoir.

O plano terrorista de Aécio e Armínio

par Emir Sader

1. Criar o clima de que o maior problema brasileiro é uma suposta inflação descontrolada. (Mesmo se é de 6% ao ano, quando FHC entregou pro Lula uma inflação de 12,5% ao ano.

2. Fabricar a ideia de que a economia não cresce pela inflação e porque “o salário mínimo é muito alto”, segundo o Arminio Fraga. (Apesar de que os salários são um componente mínimo dos custos de qualquer mercadoria.)

3. Difundir a ideia de que o governo gasta muito, que é necessário um duro ajuste fiscal. (As tais “medidas impopulares” de que fala o Aecio que está pronto para tomar.)

4. Pregar que “um certo nível de desemprego é saudável”, como disse o Arminio Fraga.

5. Se ganhar, implementar uma forte política de corte de salários, tanto do setor público, como pressionando as negociações no setor privado. Baixar o salário mínimo.

6. Promover o desemprego para favorecer as condições de negociações dos empresários com os trabalhadores e os sindicatos.

7. Reduzir os bancos públicos a um mínimo, como disse o Arminio. O que significa também cortar muito os recursos para as políticas sociais, que só podem ser realizadas através de bancos públicos.

8. Assinar Tratado bilateral de Livre Comercio com os Estados Unidos, saindo do Mercosul e rompendo todos os acordos de integração regional com os países latino-americanos, deslocando o comercio do Brasil para os EUA como parceiro fundamental.

9. Endurecer a repressão com os sindicatos e os movimentos sociais que resistirem a essas medidas.

10. Instaurada a recessão, com as políticas de austeridade, voltar a tomar empréstimos do FMI, com as cartas de intenção respectivas e os cortes dos gastos sociais do Estado requeridos.

É um plano para voltar aos anos de terror econômico e social dos anos 1990, nos quais Arminio Fraga foi personagem central. Tudo seria feito colocando a culpa nos gastos sociais excessivos dos governos do PT e nos aumentos salários desmedidos por parte dos sindicatos.

Colocado em prática o plano de terror, o Brasil voltaria à recessão, à miséria, ao endividamento com o FMI, à subserviência com os EUA, à repressão dos movimentos populares – como os tucanos promoveram no passado e querem retomar no presente.

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